Pus minha caneta de lado, engoli fumaça e soltei fogo.
em volta de uma mesa vazia, eu via, aos poucos o ar se encher de desgosto cruel e simplório.
O gosto na minha boca era de remédio, veneno, fel.
nada era doce o bastante para tirá-lo.
eu engolia e cuspia o líquido ácido. tentava arrancar,
Abrir a torneira,deixar descer pelo ralo
Mas nada, nada adiantava
Aquela cara de boazinha, aqueles modos tão maternais.
o jeito nada misterioso. A verdade dançava.
Eu estava entalada. cheia, Impregnada
De mim mesma
por todos os lados.
Eca.
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