(Postado no facebook em 14 de maio de 2013)
| Foto por: Juane Vaillant |
O sítio é a lembrança – ou pelo menos uma das – mais fortes
da minha infância. Lembro de acordar com um salto toda vez que sabia que vinha.
| Foto por: Juane Vaillant |
Ir na piscina Subir na árvore Fazer casinha Ir na nascente
Fazer Fogueira Jogar adedonha Pegar fruta.
Eu conheço cada
pedaço dessa terra. Os pés de manga, as rachaduras na piscina, as gambiarras da
casa e as elevações na pedra. Reconheço
a estrada que leva até a porteira, tão bem como a rua da minha casa ou o “Beco
da Fome”, do centro de Guarapari.
Por entre esses
galhos e folhas secas, eu ouvi e contei segredos. Naquela piscina, aprendi a
nadar e comecei tantas amizades. Quantos clubes de um dia eu não formei
naquelas casinhas na árvore? Quantos grupos diferentes de amigos eu não trouxe
aqui. E muitos ainda pretendo trazer.
Hoje as atividades de infância são raras, e por vezes até
reluto vir. Mas é certo que toda vez que chego, parece um retorno para casa.
Como aquele forasteiro que ganhou o mundo para descobrir que ama a sua cidade natal.
Como aquele forasteiro que ganhou o mundo para descobrir que ama a sua cidade natal.
Certa vez eu escrevi em um diário coisas daqui para não
esquecer. Falei do beliche, da pedra, do
pretinho e da susi.
Do laguinho e da piscina, do fogão a lenha e do banco azul.
O diário eu perdi, ao contrário dessas memórias.
Do laguinho e da piscina, do fogão a lenha e do banco azul.
O diário eu perdi, ao contrário dessas memórias.
| Foto por: Juane Vaillant |
O sonho clichê de todo escritor
E tenha para mim um sítio desses.
Para criar nos meus filhos
memórias como essas.
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